Sunday, January 2, 2011

Scegliendo un buon dizionario



Ciao a tutti! Auguroni per il 2011!

Nelle mie navigazioni virtuali, ho trovato European School of Translations: un bellissimo sito non solo dedicato alla traduzione, ma a tanti argomenti interessanti tra cui “come scegliere un buon dizionario”, in questo caso, monolingue. Non sembra, ma al momento dell’acquisto di un dizionario, noi traduttori - ma anche studenti di lingue - dobbiamo tenere conto di tante caratteristiche che ci aiuteranno a capire se quello che abbiamo in mano è veramente un buon dizionario. Qui sotto il testo integrale tratto dal sito sopraindicato. Buona lettura!


Come scegliere un dizionario

Un buon dizionario d’uso monolingue si rivela spesso uno strumento indispensabile per i traduttori che, incerti o meno su un termine, vogliono approfondire le loro ricerche addentrandosi nella definizione di una parola data e scoprire le diverse accezioni della voce in questione (o lemma), quindi i vari usi che i parlanti ne fanno a seconda dei diversi contesti comunicativi.
Anche per i più esperti consultare un dizionario può essere fonte di verifiche e accertamenti, perché il traduttore che punta a un lavoro accurato non dà nulla per scontato.

Le caratteristiche

Quali caratteristiche deve possedere quindi un buon dizionario?
  • Deve presentare nell’introduzione le premesse o accorgimenti utili alla consultazione, in modo da convertirsi in uno strumento accessibile anche agli utenti non specialisti.
  • Deve essere “economico”, ovvero deve riportare nel minor spazio il maggior numero di informazioni possibili.
  • La qualità di un dizionario si riconosce anche dagli esempi riportati per ogni voce e accezione e della fraseologia relativa, che aiutano il linguista a riconoscere gli ambiti d’uso di ogni singola parola.
  • In molti dizionari monolingue sono presenti, inoltre, le marche d’uso che danno informazioni relative allafrequenza e al contesto d’uso di ogni parola.
  • In più, deve riportare più informazioni aggiuntive (o grammaticali) possibili: la scansione sillabica, la segnalazione dell’accento tonico, la classe lessicale di appartenenza, l’anno di attestazione e l’etimologia della parola, quando possibile (il Devoto Oli ha introdotto, inoltre, una nuova classificazione dei verbi sulla base della loro valenza e del loro tipo di reggenza).

Le versioni in CD-ROM e sul web

Ormai ogni versione cartacea viene accompagnata dalla versione elettronica in CD-ROM. Questo perché la versione elettronica permette ricerche incrociate, la ricerca di parole attraverso l’immissione delle sole iniziali ecc.

Grazie all’evoluzione tecnologico-informatica e all’avvento di internet ora si trovano on-line alcuni tra i più importanti dizionari dell’uso. Uno dei grossi vantaggi di questi dizionari elettronici è che hanno un accesso più immediato; infatti, per un traduttore che lavora per la maggior parte del suo tempo al computer, risultano facilmente fruibili e poco ingombranti.
 Tra questi citiamo, per l’italiano:
  • il Grande Dizionario di Italiano Garzanti, contenente una sezione dedicata ai sinonimi e ai contrari; tavole di coniugazione dei verbi; una grammatica essenziale con numerosi esercizi per approfondire le conoscenze lessicali e le competenze linguistiche di base; e un’altra sezione in cui si possono trovare le risposte ai dubbi più frequenti nell’uso della lingua italiana.
  • L’edizione on-line tratta dal Sabatini-Coletti “Un dizionario che si consulta non solo per controllare l’esatta grafia e l’esatta pronuncia delle parole o per conoscere il significato di quelle ignote, ma altrettanto e anche più frequentemente per controllare l’esatta costruzione delle frasi e per guidare alla scelta in base a criteri di efficacia comunicativa”.
  • Il Dizionario online tratto da il Grande Dizionario Italiano con CD-ROM di Gabrielli Aldo (Hoepli).
  • Il De Mauro (Paravia) non risulta più attivo.
Per l’inglese:
Per lo spagnolo:
Manuela Manelli

Friday, December 3, 2010

Oração ao Tempo: um poema cantado.




Oração ao Tempo

por Djavan

És um senhor tão bonito

Quanto a cara do meu filho
Tempo tempo tempo tempo
Vou te fazer um pedido
Tempo tempo tempo tempo...

Compositor de destinos
Tambor de todos os rítmos
Tempo tempo tempo tempo
Entro num acordo contigo
Tempo tempo tempo tempo...

Por seres tão inventivo
E pareceres contínuo
Tempo tempo tempo tempo
És um dos deuses mais lindos
Tempo tempo tempo tempo...

Que sejas ainda mais vivo
No som do meu estribilho
Tempo tempo tempo tempo
Ouve bem o que te digo
Tempo tempo tempo tempo...

Peço-te o prazer legítimo
E o movimento preciso
Tempo tempo tempo tempo
Quando o tempo for propício
Tempo tempo tempo tempo...

De modo que o meu espírito
Ganhe um brilho definido
Tempo tempo tempo tempo
E eu espalhe benefícios
Tempo tempo tempo tempo...

O que usaremos prá isso
Fica guardado em sigilo
Tempo tempo tempo tempo
Apenas contigo e comigo
Tempo tempo tempo tempo...

E quando eu tiver saído
Para fora do teu círculo
Tempo tempo tempo tempo
Não serei nem terás sido

Tempo tempo tempo tempo...

Ainda assim acredito
Ser possível reunirmo-nos
Tempo tempo tempo tempo
Num outro nível de vínculo
Tempo tempo tempo tempo...

Portanto peço-te aquilo
E te ofereço elogios
Tempo tempo tempo tempo
Nas rimas do meu estilo

Tempo tempo tempo tempo...

Para quem não sabe o verdadeiro significado do Natal



Natal - A Celebração da Vida e seus Símbolos

O Natal é a maior festa do cristianismo, até mesmo quem não é cristão não consegue ignorar essa data carregada de simbolismos.
Por mais que contestem os céticos e os críticos do consumismo, é uma data de celebração da vida, um momento mágico.

A Origem do Natal
A origem do natal vem da idade média, quando a igreja católica introduziu o natal em substituição à festa do deus Mitra (uma divindade persa), o "sol da virtude".
A data conhecida pelos primeiros cristãos foi instituída pelo papa Libério, no ano 354 d.c
Relata a Bíblia que um anjo anunciou para Maria que ela daria a luz a Jesus, o filho de deus.
Na véspera do nascimento, o casal viajou de Nazaré para Belém, chegando na noite de natal.
Não encontrando um lugar para dormir, eles ficaram no estábulo de uma estalagem.
Entre bois e cabras, Jesus nasceu, sendo enrolado com panos e colocado em uma manjedoura.

Pastores que estavam próximos com seus rebanhos foram avisados por um anjo e visitaram o bebê. Os Três reis magos que viajavam há dias seguindo a estrela guia também encontraram o lugar e ofereceram presentes ao menino jesus: ouro, mirra e incenso. Assim se espalhou a notícia de que havia nascido o filho de deus.

A Simbologia do Natal

O culto do natal é carregado de magia, um ambiente feito de sons, luzes e cores que tomam conta de nossas casas e das ruas, praças e comércio das cidades, dias antes da data propriamente dita, ficando assim, impossível ignorar essa comemoração cristã.

Esses simbolos são:

Árvore de Natal - Representa a renovação da vida, o nascimento de Jesus, o filho de Deus. Essa tradição surgiu na Alemanha, no século XVI. Muitos atribuem essa novidade ao padre Martinho Lutero, autor da reforma protestante, que levou para casa um galho de pinheiro, e chegando em casa, colocou no vaso e enfeitou com papeis coloridos e velas acessas, demonstrando para sua familia, principalmente para as crianças, como deveria ser o céu na noite do nascimento de Cristo.
Pequena ou grande, não importa, o importante para um cristão é que ela esteja presente em seu lar. É muito difícil encontrar uma casa que não tenha uma.

Presépio - Reproduz o nascimento de Jesus. O primeiro a armar um presépio foi São Francisco de Assis, em 1223, que quis celebrar o natal de um modo realista, criando o cenário real do nascimento de Jesus. O presépio é o único simbolo do natal de Jesus verdadeiramente inspirado nos evangelhos.

Vela - Representa a boa vontade, a luz que veio ao mundo com o nascimento de Jesus.

Estrela - No topo do pinheiro, representa a esperança dos reis-magos ao encontrar o filho de Deus. A estrela guia os orientou até o estábulo onde nasceu Jesus.

Cartões de Natal - Surgiram na Inglaterra em 1843, criados por John C. Horsley que o deu a Henry Cole, amigo que sugeriu fazer cartas rápidas para felicitar os amigos e familiares.

Comidas Típicas do Natal - O simbolismo que o alimento tem na mesa vem das sociedades antigas que passavam fome e encontravam na carne, o mais importante prato, uma forma de reverenciar a Deus.

Nozes, avelãs, ameixas, figos, passas, castanhas, peru, pernil, chester, frango, rabanada, bacalhau, panetone, vinho, etc... não importa a quantidade, nem o que está na mesa, o que importa é que não faltem o pão à mesa e pessoas reunidas em torno, celebrando o momento de fé e esperança de um mundo melhor, mais justo e fraterno.

Decoração Natalícia - uma outra tradição do Natal é a decoração das casas, edifícios, praças, pontes e árvores, shopping, estabelecimentos comerciais, prédios públicos e cidades com elementos que representam o Natal.

Presentes - Simbolizam as ofertas dos três reis magos. Hábito anterior ao nascimento de Cristo. Os romanos celebravam a Saturnália em 17 de dezembro com troca de presentes. No Brasil é um hábito no natal a brincadeira de amigo oculto, amigo invisivel, amigo secreto, uma maneira descontraída de presentear os amigos e familiares.

Papai Noel

O personagem Papai Noel (português brasileiro) ou Pai Natal (português europeu) foi inspirado em São Nicolau Taumaturgo, arcebispo de Mira, no século IV. Nicolau costumava ajudar, anonimamente, quem estivesse em dificuldades financeiras. Colocava o saco com moedas de ouro a ser ofertado na chaminé das casas. Foi declarado santo depois que muitos milagres lhe foram atribuídos. Sua transformação em símbolo natalino aconteceu na Alemanha e daí correu o mundo inteiro. Mas foi o professor de literatura Grega de Nova Iorque, que ao escrever o poema para seus filhos,"Visita de São Nicolau", em 1822, deu força a lenda do papai noel, pois ele descreve em seu poema, algumas caracteristícas que ficaram sendo marcas registradas do bom velhinho: trenó puxados por renas e o costume de papai noel entrar pela chaminé.

Fonte: Leoes e cordeiros

Sunday, November 28, 2010

Risotto allo Zafferano: delícias da cozinha italiana




A Itália é famosa por tantos aspectos. Um deles, sem dúvida, é a gastronomia. Hoje acordei pensando o que deveria preparar para o almoço...considerando que em casa eu tinha todos os ingredientes, não foi nem um pouco difícil decidir: Risotto allo zafferano (arroz com açafrão), um prato típico da cozinha milanesa. É uma receita simples e fácil de preparar. Bom apetite!
Receita:
1 1/2 xícara(s) (chá) de arroz arbório
2 colher(es) (sopa) de azeite extra virgem
1 colher(es) (sopa) de manteiga Mococa
1 unidade(s) de cebola picada(s)
1/2 xícara(s) (café) de vinho branco
15 gr de açafrão
quanto baste de sal
quanto baste de pimenta-do-reino branca
700 ml de Caldo de carne quente


Aqueça o caldo de carne com o açafrão. Em uma panela grande, refogue a cebola no azeite até começar a dourar. Adicione o arroz, mexa sem parar até aquecê-lo. Adicione o vinho branco. Tempere com um pouco de sal. Abaixe o fogo.

Assim que o arroz absorver quase todo o vinho branco, adicione o caldo de carne aos poucos, cerca de 2 conchas por vez, mexendo sempre.

Caso precise adicione um pouco de água ao caldo. Prove o sal e tempere a gosto. Quando o arroz estiver "al dente" (demora cerca de 15 minutos), adicione o restante da manteiga.

fonte

Wednesday, November 24, 2010

Eu voltei agora é pra ficar....


Olá, pessoal!


Depois de um tempo sumida, olha eu aqui de novo. Vida de mãe, profissional, estudante, dona de casa etc, etc, etc não é fácil, por isso ha’ momentos em que postar alguma coisa no Revirando as Línguas parece ser a coisa mais difícil do mundo. Considerando que ando mais “inspirada”, sim, digamos que é isso, resolvi dar o ar da graça por aqui. Aguardem-me!

Tuesday, July 13, 2010

Dia de São Nunca



Quem já não ouviu ou não disse essa expressão na vida? Quando alguém diz “farei isto no dia de são nunca”, na realidade não tem a menor intenção de fazê-lo, simplesmente porque o dia de são nunca não existe no calendário. Em várias línguas encontramos expressões equivalentes como, por exemplo, no inglês “quando Dover se encontrar com Calais”, “Na véspera de São Tib” ou “No reinado da rainha Dick”, entre os romanos “Para as Calendas gregas” (Ad kalendas græcas), que significa um dia que jamais chegara' porque os gregos não tinham calendas. Existem, porém, outras expressões equivalentes que usamos no nosso dia a dia: no dia 30 de Fevereiro, quando às galinhas nascerem dentes, quando a vaca tossir etc.


Em outras línguas

• alemão: Sankt Nimmerlein ou Sankt Nimmerleinstag

• francês: Saint-Glinglin

• neerlandês: Sint-juttemis

Wednesday, June 30, 2010

Tanto tempo - Bebel Gilberto




Isabel Gilberto de Oliveira, mais conhecida por Bebel Gilberto (Nova Iorque, 12 de maio de 1966) é uma cantora e compositora brasileiro-americana.
Estreou ao lado do pai, cantando Chega de Saudade, no especial João Gilberto do Prado Pereira de Oliveira, em 1980. Trabalhou no filme A cor do seu destino, de Jorge Durán. Era grande amiga de Cazuza e fez um dueto com o cantor na música Preciso Dizer Que Te Amo da qual era co-autora. Bebel compôs em parceria com Cazuza e Dé Palmeira, além de Preciso Dizer que te Amo, as canções Amigos de Bar, Mais Feliz e Mulher sem Razão. Participou do projeto Peeping Tom de Mike Patton (ex-vocalista do Faith No More), cantando "Caipirinha".

O menino e o Poeta





O MENINO E O POETA é um filme de curta-metragem do dramaturgo e diretor Luiz Duarte. O filme, com 16 minutos de duração, mostra o início da amizade de um menino de rua com o poeta Carlos Drummond de Andrade, representado por sua escultura (estátua) que existe na orla da praia de Copacabana, e que hoje se transformou em ponto turístico do bairro. No filme, a escultura ganha vida para o menino, e passam a conversar sobre diversos assuntos, onde a vida, a morte, e a própria poesia são temas centrais. Para o autor e diretor do filme O menino e o poeta é um exercício de poesia audiovisual e uma homenagem ao poeta Carlos Drummond de Andrade.

Luizduarte.com

Tuesday, June 29, 2010

Matar a saudade

Almeida Júnior - Saudade, 1899

Desde que comecei a estudar línguas, sempre ouvi dizer que o vocábulo saudade faz parte daquela lista de palavras para as quais é muito difícil encontrar uma tradução perfeita. De acordo com uma votação realizada pela agência londrina de tradução e interpretação Today Translations, tal vocábulo ocupa o 7° lugar. Mas o que é sentir saudade? No Houaiss saudade significa: sentimento mais ou menos melancólico de incompletude, ligado pela memória a situações de privação da presença de alguém ou de algo, de afastamento de um lugar ou de uma coisa, ou à ausência de certas experiências e determinados prazeres já vividos e considerados pela pessoa em causa como um bem desejável. A verdade é que podemos sentir saudades de muitas coisas, como, por exemplo:

• de alguém que amamos e está longe ou ausente;
• de um amigo a quem queremos bem;
• de alguém ou algo que não vemos há muito tempo;
• de lugares que visitamos ou moramos;
• de uma determinada comida;
• de situações vividas;
• de um amor que se foi;
• de alguém falecido.

Muitas vezes não percebemos, mas no nosso dia a dia usamos algumas expressões com a palavra saudade, tais como “deixar na saudade”, “morrer de saudades” e “matar a saudade”. A expressão "matar a saudade" (ou "matar saudades") é usada para designar a ausência (ainda que temporária) desse sentimento. Matamos a saudade quando relembramos alguma coisa, vemos fotos ou vídeos antigos, falamos sobre um determinado assunto, revemos pessoas que estavam longe e por aí em diante. No sul de Portugal, por exemplo, a expressão “mandar saudades” significa mandar cumprimentos.

Etimologia: lat. solìtas,átis 'unidade, solidão, desamparo, retiro'; der. do lat. sólus,a,um 'só, solitário', que se conservou nas línguas hispânicas, esp. soledad, port. saudade, onde ocorrem ainda as formas sodade, com monotongação au > o, e soidade com alt. au > oi; ver 2sol(i)-; f.hist. sXIII soydade, sXV saudade, sXV soidade, sXV ssuydade (Houaiss)

Sunday, June 20, 2010

Acarajé da Bahia



Acarajé

O acarajé é uma especialidade da culinária afro-brasileira, feita com feijão-fradinho, cebola, sal e frita no azeite de dendê, que pode ser recheada com diferentes complementos, como vatapá, camarão, saladas e molhos de pimenta. É muito comum ver o acarajé ser vendido em tabuleiros pelas ruas de Salvador, já que é um dos mais importantes símbolos da cultura do estado da Bahia e muito apreciado por turistas. O segredo para o acarajé ficar macio é o tempo em que se bate a massa, parecendo uma espuma quando está no ponto. Também é importante que o azeite esteja bem quente antes do primeiro acarajé ser frito.


Caldas Aulete

Friday, June 18, 2010

Uma palavrinha nova todos os dias: simonista

Simonista


1. Diz-se de que ou de quem faz simonia; que faz comércio ilegal ou tráfico de objetos sagrados.
2. Aquele ou aquilo que negocia ilegalmente objetos sagrados.

[F.: simon(ia) + -ista.]

Dic. Caldas Aulete

Morreu José Saramago aos 87 anos, em Lanzarote.



O autor português encontrava-se doente em estado "estacionário", mas a situação agravou-se, explicou ao PÚBLICO o seu editor, Zeferino Coelho. Os detalhes sobre as cerimónias fúnebres do escritor ainda não são conhecidos.

A Fundação José Saramago confirmou em comunicado que o escritor morreu às 12h30 na sua residência de Lanzarote "em consequência de uma múltipla falha orgânica, após uma prolongada doença. O escritor morreu estando acompanhado pela sua família, despedindo-se de uma forma serena e tranquila".

Saramago nasceu na aldeia de Azinhaga, na Golegã, a 16 de Novembro de 1922, e apesar da mudança com a família para Lisboa, com apenas dois anos, o local de nascimento seria uma marca constante ao longo da sua vida, como referiria em 1998, aos 76 anos, no discurso perante a Academia Sueca pela atribuição do Nobel da Literatura.

Em 1939 termina o estudos de Serralharia Mecânica e emprega-se nas oficinas do Hospital Civil de Lisboa. A paixão pela literatura é alimentada de forma autodidacta, nas noites passadas nas Bibliotecas do Palácio das Galveias.

A primeira obra publicada, “Terras do Pecado”, surge em 1947. O título original, “Viúva”, foi alterado por imposição do editor da Minerva, que o considerava pouco comercial, e essa é uma das razões pela qual Saramago resistia a incluí-lo na sua bibliografia.

“Clarabóia”, que seria o sucessor de “Terras do Pecado”, foi recusado pelo seu editor e permanece inédito até hoje. A partir de 1955 começa a desenvolver trabalho de tradutor, dedicando-se a nomes como Hegel ou Tolstoi. O regresso à edição dar-se-ia apenas mais de uma década depois, quando em 1966, quando ocupava o cargo de editor literário na Editorial Estúdio Cor, surge o livro de poesia “Poemas Possíveis”. Então um autor discreto no panorama literário nacional, continuaria a exprimir-se em poema nas obras seguintes, “Provavelmente Alegria” (1970) e “O Ano de 1993” (1975).
Crítico literário na “Seara Nova” a partir de 1968, torna-se membro do Partido Comunista Português, do qual será um dos mais distintos militantes até à sua morte. A partir do final de década de 1960, desenvolve trabalho intenso na imprensa, quer no Diário de Notícias e Diário de Lisboa, quer n’A Capital, no Jornal do Fundão ou na orientação da revista Arquitectura.
Em 1975 torna-se director-adjunto do "Diário de Notícias". Em pleno PREC, esta função representaria o auge do seu percurso jornalístico e seria fundamental para o seu regresso à literatura e ao romance, o género que o notabilizaria definitivamente. Demitido no 25 de Novembro desse ano, toma a decisão que transformaria a sua vida. A partir de então, seria um escritor a tempo inteiro.

““Manual de Pintura e Caligrafia”, três décadas depois de “Terras do Pecado”, surge como a primeira obra de José Saramago, exclusivamente escritor. Com os livros seguintes, “Levantado do Chão” (1980) e “Memorial do Convento” (1982), torna-se escritor respeitado pela crítica e conhecido pelo público. É neles que define o seu estilo enquanto romancista, marcado pelas longas frases, pela ausência de travessões indicativos de discurso e pela utilização inventiva da pontuação. Nos seus livros, personagens fictícias surgem em convívio com personalidades históricas, como no supracitado “Memorial do Convento” ou em “História do Cerco de Lisboa” (1989), e são criados cenários irreais para questionar e problematizar a actualidade, como em “A Jangada de Pedra” – a Península Ibérica à deriva pelo Atlântico.

Thursday, June 17, 2010

Einstein: um aluno nada brilhante


Filho de pais judeus, nasce em 14 de março de 1879, em Ulm, na Alemanha meridional. Einstein chega à Suíça aos 16 anos, na primavera de 1895, na cidade de Aarau. Em 1901 obtém a cidadania suíça.

No ginásio, era um bom aluno, mas não o melhor. Superou, com certa dificuldade, os exames de admissão para a Escola Politécnica de Zurique, onde estudou matemática e física.

Em fevereiro de 1902, chega em Berna sem um tostão no bolso. Se vira dando aulas particulares e, em seguida, trabalhando no escritório de patentes da Confederação Suíça. Após quase dois de grande dificuldade, este novo trabalho, nem muito exigente e nem muito entediante, dá-lhe a paz de espírito necessária para colocar em prática o seu gênio criativo.

Um ano após ter conseguido o cargo, aluga o apartamento que será, no futuro, a sede do museu que levará o seu nome. No segundo andar, com vista para uma das mais bonitas ruas de Berna, o pequeno e modesto apartamento servirá de cenário para a vida privada e para o trabalho teórico de Einstein. Ali viverá com a esposa Mileva Maric, uma ex-colega de Einstein, admirada pela inteligência silenciosa, e com o filho Hans Albert.
 
Em 1907, incentivado por seus amigos, Einstein decide candidatar-se para ensinar na Universidade de Berna. onde, no ano seguinte, encarrega-se dos cursos de física teórica. Em 1909, quando já era considerado um dos físicos mais respeitados de sua época, consegue a cátedra de física teórica em Zurique.

A sua carreira acadêmica continua em Praga e, novamente, em Zurique, onde em 1912 leciona na Escola Politécnica. De 1914 a 1933, vive em Berlim. Porém, com o advento do nazismo em 1933, é obrigado a refugiar-se nos Estados Unidos.

Contudo, ele nunca esqueceu os anos vividos na Suíça e embora tivesse obtido a cidadania americana, sempre teve muito carinho pelo seu passaporte suíço, o qual renovará regularmente. O Museu Histórico de Berna o adquiriu em um leilão, exibindo-o pela primeira vez publicamente em 2005, ano do centenário da teoria da relatividade e do quinquagésimo da morte de Einstein. O pai da física moderna faleceu em abril 1955, aos 76 anos após uma vida dedicada à ciência e às causas pacifistas.

(Tradução livre do original em italiano extraído do site Swissinfo)

Wednesday, June 16, 2010

Olá, Einstein! Os meus cabelos também são tão desalinhados quanto os seus...



Albert Einstein, considerado um dos fundadores da concepção moderna filosófica e científica do mundo, viveu muito anos na Suíça. A sua casa em Berna, onde nasceu a teoria da relatividade, é um museu muito visitado principalmente por estrangeiros.

"Olá, Einstein! Os meus cabelos também são tão desalinhados quanto os seus. Eu amo a sua caligrafia confusa, mas é a sua genialidade o que conta. Você deixou uma enorme contribuição ao conhecimento e à humanidade ".

São estas algumas poucas linhas deixadas, por uma turista estrangeira, no álbum dos visitantes no museu de Einstein em Berna, em pleno centro de Kramgasse, no número 49, onde o cientista viveu por sete anos.

Os anos vividos em Berna foram os mais produtivos de sua vida. De fato, é exatamente lá que a teoria da relatividade específica vem à luz."Que saudades dos tempos de Berna!" Escreverá um dia o prêmio Nobel em suas memórias, quando já se tornara uma espécie de símbolo da aspiração universal do homem ao conhecimento. Einstein amava muito a tranquilidade da capital suíça, com suas longas arcadas, sob as quais passeava, com chinelos verdes, mergulhado em seus pensamentos.

"A invenção não é obra do pensamento lógico, embora o resultado esteja intrinsecamente ligado às regras da lógica. " (Albert Einstein)


(Tradução livre do original em italiano extraído do site Swissinfo)

Suíça: uma encruzilhada de grandes histórias




"Refúgio permanente, um lugar de trânsito, de descanso ou de aprisionamento. A Suíça foi o ponto de partida, de passagem ou de chegada de diferentes e tortuosas histórias de muitas personalidades do passado, próximas ou distantes. Entre eles, encontramos políticos, artistas e cientistas que deixaram, de algum modo, a sua marca na grande história. A Swissinfo foi em busca das pegadas deixadas por alguns deles, visitando os lugares onde viveram e, sempre que possível, entrevistando pessoas que com eles se depararam".

(Tradução livre do original em italiano extraído do site Swissinfo)


Achei muito interessante a abordagem feita pela Swissinfo e decidi - após ter sido autorizada - fazer a tradução livre de alguns textos que fazem parte do elenco de personalidades que passaram  pela Suíça, dentre eles encontramos: Albert Einstein, Nietzsche, Ernest Hemingway, Fred Mercury e muitos outros, espero que gostem!


Tuesday, June 15, 2010

Uma palavrinha nova todos os dias: fulgor

Fulgor
substantivo masculino

1. o brilho, a luz transmitida ou refletida por qualquer corpo; luminância
Ex.:

2. qualquer luminosidade intensa e ger. rápida; clarão
Ex.: distante, via-se na noite o f. vermelho dos bombardeios

Dicionário eletrônico Houaiss

Sunday, June 13, 2010

A paixão pelos livros: Blog do Livreiro

A paixão pelos livros e pela leitura não conhece limites, não é mesmo? Hoje, durante as minhas navegações pela internet em busca de algo interessante relacionado à leitura, me deparei com o Blog do Livreiro. Um cantinho muito aconchegante onde você pode montar a sua própria estante virtual, descobrir novos livros, compartilhar informações e interesses literários, participar do clube do livro e de debates. O que você está esperando para criar o seu perfil? É gratuito.


Conheça O Livreiro - Tour Virtual

Saturday, June 12, 2010

Uma palavrinha nova todos os dias: afaçanhar

Afaçanhar (v.)
Estatística: pouco usado.

transitivo direto
1 tornar façanhoso, atribuir características de façanha a; narrar, relatar, descrever (episódio, acontecimento etc.) como se fosse uma façanha, um feito notável
intransitivo
2 realizar façanha(s)

Dicionário Houaiss  da Língua Portuguesa

Fulano, beltrano e sicrano


Aí vai mais uma curiosidade linguística: você sabia que fulano, beltrano e sicrano são pronomes de tratamento que indicam um indivíduo indeterminado? Estas formas – de origens diferentes – servem para designar alguém que não se tem a intenção de nomear ou cujo nome se desconhe. Quando nos referimos a uma única pessoa, usamos fulano:


O fulano foi nomeado para o novo cargo.

Usamos os demais após termos empregado o primeiro:

Fulano e beltrano foram nomeados para o novo cargo.

ou

Fulano, beltrano e sicrano chegaram atrasados à comemoração.

O pronome Fulano vem do árabe fulán e quer dizer 'alguém, um certo, um determinado indivíduo. Beltrano veio provavelmente do nome próprio Beltrão, com a terminação –ano para rimar com fulano. De acordo com o filólogo João Ribeiro, trata-se de nome empregado em romances de cavalaria para indicar uma pessoa indefinida. Sicrano tem origem incerta e pode ter sua formação baseada em fulano. Em relação à ordem em que usamos esses pronomes de tratamento, podem ser ditos, de acordo com o gramático Celso Luft ou “fulano, sicrano e beltrano” ou “fulano, beltrano e sicrano”, de acordo com os outros.

Expressões similares em outras línguas (Wikipedia):

* Пера, Жика и Мика (Pera, Žika i Mika) — in Serbian
* Pierre, Paul ou Jacques — in French
* Sulio i Pulio (Сульо и Пульо) — in Bulgarian
* Hinz und Kunz — in German
* Kreti und Pleti - in German
* Hans und Franz — in German
* Jan en Alleman - Jan, Piet & Klaas — in Dutch
* Fulano, Zutano, Mengano y Perengano (usually the first three only) — in Spanish
* Tizio, Caio e Sempronio — in Italian
* Gud og hvermann — in Norwegian
* Иванов, Петров, Сидоров (Ivanóv, Petróv, Sídorov), каждый встречный и поперечный (kázhdy vstréchny i poperéchny) — in Russian
* Are, Oore, Shamsi Kooreh — in Persian
* Andersson, Pettersson och Lundström — in Swedish
* فلان وعلان (fulaan wa-`allaan), كل من هبّ ودبّ (kull man habba wa-dabba) - in Arabic
* Era Ghera, Nathu, Khera (ایراغیرہ نتھو خیرا) — in Urdu/Hindi
* Phalana Dhingra — in Punjabi
* Nodaai Bhodaai - in Assamese
* Joži or Džony - in Slovak (slang)
* 阿貓阿狗 (pinyin: ā māo ā gŏu) — in Chinese (lit. "cat and dog")
* 張三李四 (pinyin: Zhāng sān Lǐ sì) — in Chinese (張 and 李 are common surnames, while 三 and 四 are the numbers three and four)
* 猫も杓子も (Rōmaji: neko-mo shakushi-mo) "cats and ladles too" - in Japanese (neko-mo shakushi-mo)
* 개나 소나- in Korean (dogs or cows)
* Ahmet, Mehmet - in Turkish

Wednesday, June 9, 2010

Rio recebe Salão do Livro Infantil e Juvenil



Ação anual da Fundação Nacional do Livros Infantil e Juvenil dedica biblioteca somente para bebês. Veja outras atrações.

12º Salão da FNLIJ


Endereço: Av. Barão de Tefé, 75, Saúde, RJ - Tel: (21) 2233-7460/ 2253-8177 – Zona Portuária. Para saber como chegar, clique aqui.

Quando: De 9 a 19 de junho de 2010

De segunda a sexta, das 8h30 às 18h; sábado e domingo, das 10h às 20h

Ingresso: R$ 4 (gratuidade para maiores de 65 anos, portadores de deficiência, professores da rede municipal e instituições que trabalham com crianças e jovens de comunidades de baixa renda, pré-agendadas com a FNLIJ).

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Cristiane Rogerio
Globo.com